Da migração ao conservadorismo: Ideologia e sustentabilidade ambiental no pensamento de confissão luterana no oeste do Paraná

Alvori Ahlert

Resumo


O trabalho investigou as posições ideológicas e sobre sustentabilidade ambiental entre luteranos na microrregião de Marechal Cândido Rondon, no extremo Oeste do Paraná. De abordagem quali-quantitativa, focou-se nos luteranos do pós-processo migratório das décadas de 1950 a 1980, para o qual foram considerados pessoas do sexo feminino e masculino. Os resultados atestaram que 54,28% das mulheres são conservadoras, de direita, com índices de 83,33% nas questões relativas a drogas e 80,33% sobre religião, e que 66,31% dos homens são conservadores, de direita, com índices de 85,71% nas questões da liberalização da posse de armas, 85,71% na criminalização do uso de drogas, 82,14% sobre as causas da criminalidade e 75% sobre a importância da religião no comportamento humano. Nas questões relativas ao desenvolvimento rural sustentável, 93,75% afirmaram a necessidade de práticas de desenvolvimento sustentável, indicando a prioridade de temas a “Recuperação de fontes e mananciais”, com 59,37%, o “Desenvolvimento rural sustentável” com 53,12%, o “Conceito de energia e recursos renováveis”, com 51,56%, e as “Novas tecnologias e hábitos de consumo”, com 51,53%. Concluiu-se que os luteranos são conservadores, de direita, mas apresentam um alto índice de preocupação com as questões ambientais e o desenvolvimento rural sustentável.


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DOI: http://dx.doi.org/10.35521/unitas.v9i1.2509

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