As melhoras coisas do mundo: um olhar sobre a adolescência a partir do cinema na perspectiva da teologia prática e da psicologia

Júlio Cézar Adam, Clairton Puntel

Resumo


Refletir sobre a adolescência e a juventude significa pensar nosso tempo e nossa sociedade. A adolescência e a juventude são verdadeiras hermenêuticas da cultura contemporânea. Ao mesmo tempo, refletir sobre esta faixa etária e suas profundas mudanças físicas e crises emocionais e sociais, é uma forma de colocar os saberes das ciências a serviço dessas pessoas. O objetivo deste estudo é, portanto, refletir sobre a adolescência e juventude no Brasil de hoje como forma de entender as grandes mudanças pelas quais passam esses sujeitos, mas também a própria sociedade e a cultura. Isso será feito a partir de análise e descrição densa de um produto da cultura pop, o filme “As melhores coisas do mundo”, de Laís Bondansky. O filme, como uma foto ou um recorte narrativo, nos direcionará o olhar e fornecerá os temas a partir dos quais analisaremos a adolescência e a juventude como espelhos da cultura e da sociedade. Nosso ponto de vista, por outro lado, não é neutro. Toma-se duas perspectivas bem específicas: uma é da psicologia cognitivo comportamental de terceira onda, dando especial atenção às crenças e o papel do mindfulness focando em um estado de atenção plena no momento presente e de aceitação e abertura a novas experiências e a outra é a teologia prática, especificamente olhando o papel da espiritualidade subtendida e sutil na cultura, a hermenêutica da religião vivida. Os resultados desse estudo serão, portanto, interpretações a respeito da adolescência e da juventude, suas potencialidades e vulnerabilidades, que possam subsidiar tanto a psicologia quanto da teologia prática, bem como áreas afins.

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DOI: http://dx.doi.org/10.20890/reflexus.v14i2.2390

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