A IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI: CRESCIMENTO EM MEIO À URBANIZAÇÃO

Antonio Carlos Nascimento da Rosa, Wanderley Pereira da Rosa

Resumo


O espaço urbano é desigual, marginaliza os mais pobres. Os evangélicos que têm mais crescido são os Pentecostais: 1980 (3,9 milhões); 1991 (8,8 milhões) e 1990 (17,7 milhões). Este crescimento coincide com o avanço da urbanização. O Brasil foi um terreno fértil para o crescimento desse grupo de evangélicos. Público alvo carente, liturgia apropriada, discursos de manipulação, uso do rádio e da televisão contribuem para o crescimento dessas igrejas evangélicas. Culto vibrante, pregações inflamadas e emocionais; comunicação mais próxima aos fieis e linguajar acessível. Promoção de assistência social, compensando a ausência do Estado. Uso de leigos no ministério. Esforço para o crescimento numérico e espiritual. A culpa não tem um sentido profundo. Explicam os erros e os pecados dos crentes pela ação poderosa do maligno, alienando a responsabilidade individual do pecado, assumindo uma nova identidade. O crente sente-se útil por participar dos serviços, orgulha-se de contribuir para a causa de Deus. Entendem que as bênçãos de Deus devem se manifestar sempre através sinais exteriores de riqueza. A prosperidade pessoal é a tônica. Os pobres que não se sentiam abençoados pela sua fé anterior, são exortados a lutar com Deus por uma posição melhor. Os cultos com suas liturgias espetaculares, de supostas curas, sempre atraem um número significativo de necessitados. Todas essas estratégias são elementos de incentivos à fé pentecostal que promovem o seu crescimento numérico.

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