OS PRINCIPAIS EXPOENTES ANGLO-SAXÕES DO NEOATEÍSMO

Marcelo Ferreira Cardoso

Resumo


No fim do século passado e no despontar dos nossos dias, somos testemunhas de um novo fenômeno, que, se em um primeiro momento não chega a convulsionar o ambiente religioso, abalando profundamente as estruturas das principais religiões dominantes. Tem no mínimo incomodado, por sua atitude ousada por parte dos seus divulgadores da filosofia ateísta. Através de discursos, palestras, entrevistas e qualquer outra forma de comunicação que chegue rapidamente a uma massa de pessoas que buscam respostas aos questionamentos humanos, não mais pela fé, mas agora pela razão. Seu mote a princípio é a rejeição veemente da religião, seja ela qual for, porém ver-se-á que há outras implicações além dessa, quando se fala de neoateísmo. É importante deixar claro que esta afirmativa de “novo” não corresponde exatamente a expectativa que a própria palavra traz. Gordon chega a afirmar que o neoateísmo não carrega uma bateria de novas ideias sobre o ateísmo, mas apenas uma nova embalagem para antigos conceitos e pensamentos já existentes e que não eram acessíveis às pessoas comuns, tornando-o mais palatável para a população que outrora rejeitava simplesmente por não compreender sua proposta. Richard Dawkins, Sam Harris, Daniel Dennett e Christopher Hitchens são os personagens mais conhecidos desse movimento, compondo o que é conhecido como a escola anglo-saxônica do ateísmo. Eles são representantes da principal formação ideológica do movimento, sendo o neodarwinismo seu referencial teórico.

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