PENTECOSTALISMO E POLÍTICA NO BRASIL

David Mesquiati de Oliveira

Resumo


Dois novos agentes religiosos importantes surgiram na América Latina no século XX e incidiram sobre a ordem político-social da região, a saber, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as igrejas pentecostais. O primeiro não será objeto dessa reflexão, pois está relacionado a um segmento mais progressista, que foi a Teologia da Libertação, e teve impacto sobre setores do catolicismo e de um pequeno ramo protestante. O segundo agente religioso é o que de fato nos interessa, dado o tema da atuação política dos pentecostalismos, especialmente no contexto brasileiro. De recorte mais conservador, os pentecostais foram capazes de se alinhar com a ultradireita no Brasil, apesar de existirem grupos de pentecostais de esquerda. Historicamente no Brasil, nunca esteve no poder uma esquerda radical, somente uma esquerda moderada, de inclinação centro-esquerda. E a direita brasileira que assume o poder majoritariamente não se assemelha com a direita europeia, pois está mais alinhada com uma ultradireita, especialmente em questões de costumes e instituições sociais. Em questões econômicas essa distinção se dissolve, pois, as políticas neoliberais vêm se fortalecendo a cada década. Esta comunicação coloca em discussão o suposto “voto pentecostal” nas eleições de 2018 e leitura inflacionada sobre a participação dos pentecostais na política nacional.

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