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Reuber Côgo Daltio

Resumo


A Igreja Católica tem se manifestado muito negativamente frente aos Estudos de Gênero e mobilizado muitos de seus membros para denunciar esta nova “filosofia da sexualidade” taxando-a de “ideologia” e perseguindo seu uso, utilizando-se da sua teologia, principalmente com a interpretação bíblica da criação tendo como base o conceito metafísico de “natureza”. Isso protagonizou uma verdadeira “cruzada” contra todas as políticas de gênero em favor de minorias e diversidades. O Pontificado de Francisco, apesar de ser pastoralmente mais aberto, adota a mesma perspectiva teológica de seus predecessores, fechando inclusive a questão da impossibilidade “sacerdócio feminino”, como uma caso resolvido desde o Papa São João Paulo II ou ainda, na fixação do único matrimônio possível entre um homem e uma mulher. Ora, partindo do próprio Papa Francisco, para quem: “O conhecimento da verdade é progressivo”, seria possível promover uma revisitação da doutrina permitindo uma maior emancipação religiosa das mulheres e outras diversidades de gênero? Uma nova teologia ou pelo menos uma interseção com o tema? Para filósofa Judith Butler “o gênero estabelece interseções com modalidades raciais, classistas, étnicas, sexuais e regionais de identidades discursivamente constituídas” e o nosso propósito é demonstrar que novos discursos são possíveis, inclusive uma Teologia do Gênero, que ainda incipiente promete demarcar o seu lugar.

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