ESCOLA SEM PARTIDO, UMA MUDANÇA DE IDEOLOGIA E NÃO SUA EXTINÇÃO

Fabrino da Rocha Colli

Resumo


O Estado a despeito de ser "laico", oportuniza e chancela ou o protestantismo na sua vertente mais carimbada no Brasil ou o catolicismo no ensino religioso que é facultado, mas oportunizado às suas custas. Pasmem! que não há opção para uma disciplina dos "sem religião" ou do espiritismo e, a situação fica ainda pior se questionarmos sobre as religiões de origem afro. O preâmbulo da Constituição da República invoca o Poder de Deus, e diz que foi promulgada "sob a proteção de Deus", que deus é esse? O Deus dos católicos, dos evangélicos, dos espíritas, dos umbandistas, ou das demais religiões afro? O problema fica pior quando o então presidente da república afirma em seu discurso de posse que vai acabar com a ideologia nas escolas. Se a questão é ideológica, o discurso religioso como ideologia deve ser abolido? Mas o que observamos é uma forte inclinação de adoção de uma nova ideologia pregada pela Educação Moral e Cívica, que, como um passe de milagre, levanta do sepulcro no discurso do, na época, Ministro da Educação. Não é demais recordar que o ensino da educação moral e cívica serviu aos propósitos de governos militares e ditaduras. Se o então presidente tem intenção de abolir a ideologia das escolas, como afirmado em seu discurso de posse, com a formação de uma escola sem partido, o que significa a manutenção do ensino religioso ou o acréscimo do ensino da educação moral e cívica dá entonação ideológica em substituição à ideologia anterior.

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