DIREÇÃO ESCOLAR, GESTÃO PARTICIPATIVA E ENSINO RELIGIOSO NA ESCOLA PÚBLICA

Kátia Belan Silva

Resumo


No Brasil, a luta pela implantação de uma educação de qualidade tem desafiado o poder público. Para garantir a universalização da educação, o governo federal foi, gradativamente, implantando conquistas na legislação para que atendesse a todos. A escola como instituição social, precisa acompanhar as mudanças sociais e, principalmente contribuir para o desenvolvimento da capacidade de pensar e agir com autonomia. Para tanto, a escola precisa com urgência, desenvolver mecanismos que minimizem as diferenças. Acredita-se que o Ensino Religioso, palco de intensas disputas ao longo da história da educação brasileira, constitui uma das disciplinas que mais sintetizam a força das mudanças sociais sobre o ambiente escolar. Não é raro, no ambiente escolar brasileiro, inúmeras tentativas de interferência no conteúdo da disciplina Ensino Religioso, pois muitos entendem que de alguma forma a disciplina favorece determinadas doutrinas. O Brasil é um estado laico, onde não deve haver por parte do poder público qualquer tipo de favorecimento de doutrina religiosa. O presente estudo tentará, por meio da disciplina Ensino Religioso, desenvolver o laboratório ideal para implantação de um modelo de direção escolar que priorize a gestão participativa na escola pública. Em uma escola pública, a gestão democrática se forma a partir da autonomia pedagógica, utilizando o projeto político pedagógico e unindo os interesses da comunidade escolar para promover a melhoria do processo de ensino aprendizagem.

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