CATOLICISMO ATUAL: TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E A LINHA PASTORAL DO PAPA FRANCISCO

Janete Jane Binoti

Resumo


A Igreja Católica na América Latina passou por profundas transformações na década de 60. Essas mudanças foram propiciadas por diversos eventos, tais como: o Concílio Vaticano II, A Conferência de Medelín, as críticas com relação ao modelo de desenvolvimento econômico adotado pelo Estado e também aos regimes ditatoriais que se alastraram pelo Continente. Nesse contexto, a Teologia da Libertação expressava uma maneira de ser da Igreja, de viver e de celebrar a fé. Deve-se destacar que a Teologia da Libertação dentre seus diversos autores, acabou recebendo contribuições de base marxista numa crítica social ao modo de produção capitalista. Com isso, ocorreu uma aproximação entre os envolvidos com a Teologia da Libertação e os movimentos sociais existentes nesse período. Portanto, a Teologia da Libertação é uma resposta de setores da Igreja Católica que observavam a contradição existente entre a fé cristã e a extrema pobreza na América Latina. Visava garantir não só uma maior atuação dos grupos explorados tendo como base o Cristianismo, bem como a superação do subdesenvolvimento. Em sua prática teológica, a Teologia da Libertação desenvolve-se a partir das CEB’s (Comunidades Eclesiais de Base), fazendo com que a Igreja Católica tivesse um compromisso social em favor dos empobrecidos. Sua principal característica consistia em discutir os problemas sociais valendo-se da leitura do Evangelho e exigindo do poder público, respostas para as questões do cotidiano dos cidadãos.

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