A BANCADA EVANGÉLICA E A INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO NO LEGISLATIVO BRASILEIRO

Flávio Henrique Salomão Neto

Resumo


Sempre mereceu atenção a relação Estado/Religião. Após grande estreiteza, quando andavam lado a lado e, muitas das vezes, se confundiam, houve um distanciamento, o que foi denominado de secularização, e, atualmente, estamos vivenciando momento importante nessa reaproximação, notadamente, no campo político. Não há como desconhecer ou fazer vistas grossas a essa situação que, se não é nova, pelo menos tem se apresentado com novas facetas, novas nuances, merecedoras de um estudo de forma a entender a atuação dessa teia religiosa lançada e entrelaçada no nosso Estado, na nossa política, notadamente no Legislativo. Se historicamente a Igreja Católica sempre se imiscuiu na esfera pública, sendo que, em determinado momento, chegou a ser a religião oficial do nosso país, hoje, por estarmos num Estado juridicamente laico, onde, pelo menos na Constituição Federal, reza uma liberdade de culto, os evangélicos se arvoram no direito de também participarem de assuntos políticos. Sabedores disso, alguns políticos buscaram nessa força uma forma de ali se sustentarem e de se protegerem, chegando inclusive a se converterem a determinadas religiões com o fim único de angariar maior apoio. Essa presença dos evangélicos na esfera pública, com maior repercussão no Legislativo, se tornou um fenômeno religioso que não pode mais ser ignorado, seja pelo Estado, seja por nós, enquanto cidadãos, pois somos os diretamente atingidos pelas decisões tomadas nas nossas Casas Legislativas.

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