AS FESTAS ANUAIS DOS ORIXÁS

João Carlos Cardoso

Resumo


Desejo abordar sobre as Festas anuais dos Orixás do Candomblé, pois para eles os acontecimentos da vida sempre estiveram ligados a natureza. Tudo faz parte de seu cotidiano do levantar até adormecer. Através das festas o sagrado tem a dimensão de dialogar com os participantes desta cultura. A natureza está presente em todos os momentos. São cinco festas anuais: festa das mulheres ou Exú em que há o respeito pelo útero gerador da vida humana; festa Orixá Ogú Rei do Plantio que lembra o ser humano agricultor; festa orixá Odé guardador e cuidador de cabeças, protetor das árvores, florestas e rios; festa do dia do perdão onde todos os participantes procuram a reconciliação; festa de xângo em que celebra o alimento que protege seu degustador. Essas festas trazem em sua liturgia a vida, a história antropológica, teológica, filosófica, a vida social e cultural. Essas festas conseguem fazer a memória pela oralidade de seus ancestrais. Eles resgatam sua história teológica cultural através das leituras sensoriais e fazem uma dinâmica intertextual e prática das novas realidades. Mostrarei, o quanto essas festas são litúrgicas. Essas cinco comemorações são mais que festas, são identidades resgatadas pela teologia de um povo injustiçado, marginalizado culturalmente e oprimido em suas crenças: o povo africano.

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