RELIGIÕES E HÁBITOS ALIMENTARES: UMA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA

Evandro Sérgio Ferrari

Resumo


Na pesquisa o objetivo é mostrar se o alimento influencia na religiosidade. No que pudemos perceber até agora e com base em alguns autores a alimentação, por estar intrínseca dentro da cultura de um povo, define sim o tipo de religião a ser seguida. O autor Henrique Carneiro, no livro "Comida e Sociedade; uma história da alimentação", afirma que a alimentação assume a função de distinguir religiosamente os povos para os quais a dieta torna-se um assunto muito mais transcendente do que a mera satisfação do estômago. As origens dos alimentos remetem-se às origens reais e simbólicas de todas as civilizações humanas. Por exemplo, o tipo de alimento que o povo judeu foi instruído a comer era, entretanto, bastante seletivo, excluindo todos os animais do mar que não possuíssem escamas e guelras, todos os da terra que não ruminassem e não tivessem pata fendida e diversos do ar, entre os quais os de rapina. As regras alimentares judaicas já foram interpretadas como um recurso de distinção cultural, destinado a manter o povo judeu separado dos demais. Sendo assim a alimentação judaica não decorreria de considerações nutritivas, médicas ou gastronômicas, mas seria essencialmente um conjunto de regras de isolamento cultural.

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