AS LINGUAGENS DE RESSENTIMENTO NAS IGREJAS

Zilda Isabel Orosco Zorze Rodighero

Resumo


Essa comunicação tem como objetivo revelar, como foram construídos “sentidos” de linguagens que apontam para a morte, isto é, para o ressentimento do existir, para o medo, o não afirmar a vida na sua totalidade. Ao mesmo tempo, esse artigo busca comparar essas linguagens de morte no interior da igreja cristã com linguagens oriundas de uma tribo indígena dos Terenas, situada próxima à cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em que a comunidade religiosa indígena também possui toda uma teologia e uma linguagem específica em sua relação com a dor e morte. Sabe-se que nas igrejas cristãs, em suas variadas vertentes, possui toda uma linguagem construída no decorrer de sua história a nível nacional e com influências vindas de fora do país, em que muitas estratégicas missionárias do passado e atualmente usaram “chavões”, palavras fortes, que geravam e geram um existir de medo, ressentimento, como, por exemplo, “Deus vai pesar a mão”, “o mundo jaz do maligno”, “ pecado”, “culpa”, “está de disciplina”, “castigo”, “Inferno”, “ sua alma queimara no inferno”, “ não casarei com o "homem do mundo”, e tantas outras, que foram reveladas nas igrejas cristãs em discurso e escritos. Muitas igrejas cristãs pregam os dons do Espírito, falar em línguas, espontaneidade de testemunhos, pregação centrada no pastor, com busca de avivamento.

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