JESUS O "TRANSGRESSOR DAS LEIS": ANÁLISE DA MORAL, A PARTIR DE NIETZSCHE

Fabio Luis Rodrigues Figueredo

Resumo


Jesus o “transgressor das leis”: análise da moral, a partir de Nietzsche. Esse artigo tem como objetivo revelar o lado transgressor de Jesus diante da moral dos costumes de sua época, que muitas vezes promovia ressentimentos e morte do existir. Para abordar essa temática, centraliza-se em Marcos 7.3, onde Jesus entra em conflito com as leis da moral religiosa de sua época. Jesus entra em conflito com os fariseus e escribas, os religiosos que queriam viver de forma perfeccionista na época, no interior da religião judaica. O recorte textual, de Marcos 7.3, “não comem sem lavar as mãos muitas vezes”, traz uma revelação fundamental do lado institucional da religião, no que tange a moral dos costumes e sua unidade com a religião maior e atemporal, “a civilização”. O que estaria por trás dos dizeres “lavar as mãos muitas vezes”, “invalidais ao Absoluto, Deus com vossa tradição”? Nietzsche, em sua obra Genealogia da Moral, na sua segunda dissertação “Culpa”, “Má consciência” e Coisas afins, já no 2º aforismo nos traz algo importante para entender a gênese da moral, ao afirmar: “com ajuda da moralidade do costume e da camisa de força social, o homem foi realmente tornado confiável”. Nesse mesmo aforismo ele cita o seu longo trabalho de buscar a gênese, a origem da moral dos costumes.

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