POR UMA IGREJA EM KÊNOSIS: IMPLICAÇÕES DA ENCARNAÇÃO SOBRE A VIVÊNCIA ECLESIOLÓGICA

Márcio Simão de Vasconcellos

Resumo


A encarnação e a kênosis de Jesus apontam um caminho para a igreja. De fato, toda cristologia conduz a uma eclesiologia. É a mensagem, vida, morte e ressurreição de Jesus que fornecem o critério para quaisquer reflexões sobre a identidade da igreja. Em tal perspectiva, a igreja deve ser compreendida como sinal antecipador e realizador do reino de Deus, proclamado por Cristo, reino este para o qual ela aponta e caminha. Pois a igreja anuncia a justiça, mas também torna-se, ela mesma, agente de justiça no mundo; ela prega a paz, mas também a promove, interna e externamente, de forma constante; ela proclama a alegria que sustenta a vida, mas ela mesma revela-se como fonte de alegria que dinamiza a vida e que não aprisiona as pessoas. Na perspectiva da teologia de Jürgen Moltmann, é a kênosis, como premissa intratrinitária, que revela a natureza da própria igreja e também que fornece a ela orientações para a caminhada de fé e para a reflexão teológica. Ao encarnar-se, tornando-se ser humano como nós, o Filho de Deus identifica-se com o sofrimento humano, assumindo-o até as últimas consequências na cruz, ápice de seu movimento kenótico. Esta comunicação buscará apresentar os conceitos relacionados à kênosis assumida pelo Deus-Trindade, vinculando-os à reflexão sobre a igreja em seu viver no mundo e em seu compartilhar das dores, sofrimentos, alegrias e tristezas de cada ser humano.


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