COMUNIDADE E CUIDADO: UMA CONTRAMÃO AO MODUS VIVENDI PÓS-MODERNO

Miguel da Piedade Satjyambula

Resumo


O presente texto se propõe pensar as implicações do cuidado e do viver comunitário na pós-modernidade, ou, contemporaneidade, como muitos preferem chamar. O conceito de pós-modernidade que vai nortear o presente texto é o de que a pós-modernidade é uma cosmovisão que admite o paradoxo, quer dizer, o momento presente aceita e faz coexistir na mesma realidade os opostos. No presente texto ainda vamos definir o cuidado não como uma ação de cuidar, mas sim, como um modo de ser. As percepções anteriores que nortearam o teor do que viria a ser o cuidado sempre abordaram tal temática como sendo uma ação e, nunca como um modo de ser, ou seja, como um elemento constitutivo do homem, ou seja, como ontologia. Desta feita, a proposta do cuidado como ontologia se apresentará no presente texto como não só um elemento constitutivo dos entes, mas será também o elemento constitutivo das comunidades. A comunidade para ser comunidade precisa ser cuidadora, quer dizer, precisa ver no cuidado o elemento essencial da sua existência. Então, a tese do presente trabalho será a de que não existe comunidade sem cuidado. Uma comunidade de fato, só pode ser cuidadora de fato. O momento presente (que chamaremos aqui de pós-moderno) tem sido classificado por muitos pensadores como sendo a época do relativismo.

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